NOSSOS CLIENTES Notícias LINKS ORÇAMENTO LOCALIZAÇÃO

controlador.jpg (5284 bytes)

Baratas

vipservice.gif (6042 bytes)

PRAGAS
PERIGO
MEIO AMBIENTE
DICAS ENVENENAMENTO

FALE CONOSCO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

top.gif (377 bytes)

home.gif (1050 bytes)

 

 

AS

Não poderíamos deixar de começar pelas baratas, este manual que pretende abordar os insetos domésticos. De fato, as baratas estão entre os insetos mais comuns encontrados no convívio humano. Existem nos cinco continentes, possivelmente em todas as ilhas do mundo, em todos os países, em todas as cidades, na maior parte das moradias.

Baseando-se nos fósseis já encontrados, as baratas estão presentes na Terra nos últimos 300 milhões de anos. Um desempenho nada mal para um simples inseto! Isso só foi possível porque as baratas constituem-se numa das espécies mais adaptáveis e bem sucedidas entre os animais do mundo. Elas foram capazes de sobreviver a mudanças inacreditáveis das condições geoclimáticas de nosso planeta. Se alguém lhe comparar com uma barata, sorria, pois ela é uma vencedora!

Existem cerca de 3.500 espécies diferentes de baratas em nosso planeta, embora, felizmente, não mais de meia dúzia busque o convívio do homem. As características que fazem o sucesso da barata, lamentavelmente, são as mesmas que complicam a vida do profissional controlador de pragas. Vamos estudar melhor e conhecer mais de perto esse antigo convidado indesejável de nossas mesas.

O PROBLEMA

Muitas pessoas toleram as moscas, até quando estão comendo; no máximo fazem um gesto de abano para espantá-las, entre uma garfada e outra. Outras pessoas, olham um pernilongo pousado na parede com total indiferença, e nada fazem. Mas ninguém suporta imóvel a visão de uma barata saindo debaixo da toalha e tentando atingir, um prato de salada.

Por que essa compulsiva reação contra as pobres baratas? Por que não temos a mesma reação com relação a outros tipos de insetos, às vezes potencialmente bem mais perigosos para nossa saúde do que as baratas? A

As razões desse comportamento terão que ser buscadas em nosso passado longínquo, quando provavelmente disputávamos o parco alimento com as baratas no interior de alguma caverna, em meio a um rigorosíssimo inverno que nos dizimava. Ou talvez seja porque as baratas produzem secreções, odorosas de vários pontos de seu corpo que podem alterar desagradavelmente o sabor dos alimentos por elas tocados. Quando a infestação de baratas é alta num determinado local, não raro seu cheiro fica impregnado nesse ambiente e as pessoas de olfato mais apurado percebem-no imediatamente.

Por mais que assim eventualmente desejassem os controladores de pragas, as baratas, até agora, não puderam ser ligadas à transmissão direta de nenhuma doença ou zoonoze especificamente. Quer dizer, as baratas não são vetores biológicos de doenças a outros animais ou ao ser humano. O máximo de culpa no cartório que podem ter, é a disseminação mecânica através de suas patas e corpo, de certas bactérias, principalmente as causadoras de gastroenterites e surtos diarreicos. Andando pelos esgotos e outros lugares pouco recomendáveis, as baratas podem ter algumas bactérias patogênicas aderidas a seu corpo e, posteriormente, ao caminharem sobre os alimentos que serão consumidos pelo homem, podem contaminá-los, provocando assim de forma indireta, algum problema de saúde aos humanos.

As baratas podem também conter certos protozoários e outros microorganismos dentro de seu corpo que, eventualmente, possam ser causadores a ou daquela doença. Os excrementos e as cascas resultantes de suas mudas, podem ser alergênicas e provocar alguma crise alérgica em pessoas mais sensíveis, tais como lacrimejamento, erupções cutâneas e coriza.

De qualquer forma, as baratas não estão estritamente associadas a nenhuma doença transmissível ou epidêmica.

BIOLOGIA GERAL DAS BARATAS

As baratas em geral (referímo-nos às espécies domésticas), são animais de hábitos noturnos, ou seja, são mais ativas à noite quando saem de seus esconderijos em busca de água, alimento e para acasalar. Elas podem ser observadas de dia quando ocorrem condições especiais tais como o excesso de população ou quando uma forma de "stress" está presente (falta de alimento ou água). Gostam de ambientes úmidos e muitas espécies preferem um calor ambiental relativamente alto. São "omnívoras", isto é, comem de tudo (vegetal ou animal), sendo especialmente atraídas por alimentos doces, gordurosos e de origem animal; contudo, podem alimentar-se de uma grande variedade de outras substâncias

como queijos, cerveja, cremes, produtos de panificação, colas, cabelos, células descamadas da pele, cadáveres e matérias vegetais.

As baratas apreciam muito abrigar-se no interior defendas e rachaduras, onde encontram abrigo, calor e umidade. As baratas americanas, também chamadas de baratas de esgoto, podem viver em grandes grupos sobre as paredes nuas, quando não houver riscos no ambiente, especialmente seus predadores naturais. Embora não sejam animais sociais e gregários como as abelhas e as formigas, as baratas podem formar grandes grupos que vivem em conjunto.

Embora as baratas sejam andarilhas excepcionais, seu melhor meio de locomoção é a carona"! Possuem uma habilidade notável para esconderem-se em engradados, caixas e sacos, sendo assim confortavelmente levadas de um canto a outro e disseminadas mundo afora.

As baratas desenvolvem-se por metamorfose gradual em três estágios: ovo, ninfa, e adulto. A fêmea produz um estojo protetor dos ovos, em forma de bolsa fechada, chamada de "ooteca", a qual contém duas fileiras de ovos cujo número varia conforme a espécie. As ninfas rompem a ooteca trabalhando juntas e saem para iniciar sua vida de perigos. Parecem-se com os adultos, embora não tenham asas e de tempos em tempos sofrem mudas e crescem. Assim que passa por uma ecdise (muda), a ninfa recém saída de sua casca anterior é de cor muito clara, praticamente branca, mas escurece em, algumas horas. Depois da última ecdise surge a barata adulta que já tem as asas completamente formadas e é sexualmente madura; há espécies cujos adultos não possuem asas ou são elas atrofiadas. O tempo que vai do ovo à idade adulta e os períodos de duração de cada fase, varia segundo a espécie também com certas condições de temperatura ambienta, o grau de umidade, o teor de proteína de sua dieta alimentar e outras condições do meio ambiente.

A BARATA ALEMÃZINHA (Blatella germanica)

Campeã de proliferação, sobrevivente por hábito, freqüentadora das melhores cozinhas, dos melhores Hotéis e das melhores mesas em todo o mundo, as pequenas baratas alemãzinhas constituem-se, sem sombra de dúvida, na praga doméstica que maior preocupação traz aos proprietários e, consequentemente, maior volume de negócios para o profissional controlador de pragas!

A popularmente chamada barata alemãzinhas que, no Brasil recebe outros nomes como "francesinha" ou ainda "paulistinha", pode ser diferenciada das demais espécies de baratas pelo seu pequeno tamanho (l,5 a 3 cm de comprimento) e por possuir duas faixas longitudinais mais escuras no escudo protetor da cabeça (o "pronoto").

As fêmeas carregam consigo o estojo de ovos até quase o momento da eclosão e produzem de quatro a oito ootecas durante sua vida. Dentro de cada uma delas, existem de 30 a 48 novas baratinhas alemãs que 28 dias após sua formação inicial, saem da ooteca. Há cerca de seis ou sete estágios ninfais até a idade adulta; esse período varia de 40 a 125 dias, dependendo das condições ambientais e outros fatores como uma dieta favorável. A duração da fase adulta pode chegar a um ano, mas via de regra, essa barata morre antes disso por várias causas.

Essa espécie de hábitos noturnos, costuma esconder-se em grandes grupos, em lugares próximos à fonte de alimento e à umidade, o que faz das cozinhas o seu lugar preferido. Gostam de descansar em contato com madeira, se houver. Apresentam uma especial

preferência por alimentos fermentados e resíduos de bebidas (atenção: elas adoram cerveja e leite).

Os adultos podem viver até um mês sem alimentos, desde que haja água, mas as ninfas só resistem 10 dias ao jejum total. Sem água, os adultos morrem em duas semanas.

Chamamos a atenção do leitor para essas informações genéricas sobre a biologia dessa espécie. O mais atento já terá percebido que sobre esse conhecimento repousa a metodologia de combate capaz de surtir melhores resultados.

A BARATA AMERICANA (Periplaneta americana)

A maior barata entre as espécies domésticas recebe vários nomes populares e regionais, dos quais os mais comuns são: barata voadora e barata de esgoto. Pode chegar a 4 ou 5 cm de comprimento e tem uma característica cor de pinhão (marrom avermelhado), com um bordo amarelo vivo no escudo protetor da cabeça (pronoto). As asas dos machos ultrapassam um pouco o comprimento do abdômen e nas fêmeas, as asas têm o mesmo comprimento do corpo.

Ao contrário da alemãzinha, a barata americana deposita sua ooteca apenas um dia depois que foi formada e procura colocá-la sempre próxima a uma fonte de alimento, em pontos protegidos (isso aumenta as chances de sobrevivência das ninfas). Às vezes, as fêmeas prendem as ootecas em alguma superfície, usando secreções de sua boca. As ootecas são formadas na mesma fêmea à razão de uma por semana, de 15 a 90 semanas seguidas. Cada uma dessas cápsulas contém entre 14 e 16 ovos que vão eclodir aproximadamente entre 50 e 55 dias, dependendo de certos fatores como a temperatura ambiental por exemplo.

As jovens ninfas que emergem da ooteca vão sofrer entre nove e treze ecdises (mudas de casca), antes de atingirem a maturidade, o que leva cerca de 160 a 971 dias, novamente dependendo de certas condições ambientais, principalmente o teor proteico de sua dieta alimentar. As ninfas vivem sempre misturadas aos adultos formando grandes grupos que procuram lugares escuros e úmidos para seus esconderijos. Porões são particularmente interessantes para as baratas americanas, bem como a rede de esgotos, caixas de gordura, fossas, raios, armários de cozinha, em baixo das pias, etc. Freqüentemente podem ser encontradas fora das residências, em locais sempre próximos à água ou bastante úmidos.

As baratas americanas alimentam-se de uma grande variedade de alimentos, mas parecem ter uma preferência por matéria orgânica em decomposição. São atraídas por substâncias doces e pelo gosto amargo. Os adultos podem sobreviver a dois ou três meses sem comida, mas só a um mês sem água. Sua vida média, em condições normais, oscila entre 14 e 15 meses.

Ainda que sejam chamadas de baratas voadoras e tenham asas bem desenvolvidas, as baratas americanas voam muito mal. Conseguem fazer um vôo mais planado do que auto-propelido; contudo, quem já escutou o ruído de uma barata americana em pleno vôo, não mais esquece, principalmente porque elas têm o péssimo hábito de terminar seu alegre passeio aéreo na cabeça, no pescoço ou nos braços das pessoas!

 

serviços | clientes | orçamento |agenda cultural | dicas | links | contato
Vip Service ® 1998-2005